Treze distritos de Portugal continental vão estar, a partir das 06:00, sob aviso laranja – o segundo mais grave – por causa da agitação marítima, precipitação, vento forte e neve.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre e Évora vão estar sob aviso laranja, a partir das 06:00 e até às 12:00 de hoje, devido à “chuva persistente e por vezes forte”.
O mesmo nível de alerta estará em vigor, a partir das 06:00 e até às 15:00 de hoje, nos distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, devido ao “vento forte de sudoeste com rajadas até 100 km/h, sendo até 120 km/h nas serras”.
O aviso laranja, devido à agitação marítima, já tinha sido emitido para os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto, até às 12:00, face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura máxima.
Por outro lado, nos distritos de Guarda e Castelo Branco, o aviso laranja estará em vigor até às 00:00 de domingo, face à possibilidade de queda de neve acima dos 1.600 metros de altura, com acumulação superior a 25 centímetros em zonas situadas a mais de 1.400 metros de altura.
O IPMA alertou que a acumulação de neve e a possível formação de gelo poderão causar “perturbação moderada”, incluindo vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados.
O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe “situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O aviso amarelo vai ser emitido às 06:00 para os distritos de Coimbra, Leiria, Portalegre e Évora, devido ao “vento forte de sudoeste com rajadas até 80 km/h, sendo até 100 km/h nas serras”.
No caso dos distritos de Castelo Branco e Faro, o aviso amarelo, também em vigor a partir das 06:00, deve-se à “chuva persistente e por vezes forte”.
A costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo também estão sob aviso amarelo, até às 00:00 de domingo, devido à agitação marítima, sendo esperadas ondas de noroeste com quatro a cinco metros de altura.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.






